Pastor morre a tiros durante operação da Polícia de Ilhéus

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Uma operação da Polícia Militar de Ilhéus, resultou na morte do pastor evangélico  Alisson dos Santos Rocha. A fatalidade aconteceu  na noite de sábado (18), na localidade conhecida como Tangerina, bairro Nossa Senhora da Vitória.

TV Santa Cruz que transmitiu a informação, disse que a  Polícia Militar  da 69ª CIPM  foram surpreendidas por homens armados e houve uma troca de tiros e os suspeitos fugiram.

Posteriormente os militares foram informados pelo Cicom,  que um homem havia sido atingido por tiro próximo ao local onde aconteceu o tiroteio.

A vítima era o pastor  Alisson dos Santos Rocha  que já estava sendo socorrido  por populares que contaram  à polícia de que ele havia sido atingido durante o tiroteio.

“Os PMs imediatamente socorreram o homem, encontrando uma ambulância do Samu durante o trajeto, que passou a dar assistência, mas a vítima não resistiu aos ferimentos”, diz nota enviada pela PM.

O caso foi registrado na 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin). A Polícia Militar informou que “o fato e todas as circunstâncias que lhe digam respeito também serão apurados”.

Por conta da morte do pastor, moradores da comunidade do Nossa Senhora da Vitória, realizaram   protestos neste domingo (19). Segundo os populares, houve um   “assassinato covarde” do  pastor Alisson Santos da Rocha, conhecido como Panda, ocorrido durante operação desastrosa e truculenta da polícia militar.

Policiais atiraram balas de borracha e bombas de efeito moral para tentar acabar com a manifestação. A população bloqueou uma das ruas com pneus queimados gritando por justiça e prisão dos culpados pelo homicídio.

Segundo relato de moradores, o pastor foi executado na porta da igreja após participar de um culto. Socorrido e colocado por populares no fundo da viatura do CPRSul, o Pastor não resistiu e morreu minutos depois molhado de sangue.

Segundo ainda os moradores, “diante do despreparo e com fortes indícios do crime de abuso de autoridade, a polícia militar continua em silêncio, ignorando nota de esclarecimento à sociedade sobre tal Operação, que gerou pânico, desespero e medo na sociedade em geral”.

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